Manaus,
×
Manaus,

Amazonas

MPAM promove seminário sobre saúde mental em alusão ao Setembro Amarelo

Com a presença de membros, servidores e colaboradores, especialistas discutiram estratégias de prevenção e redução de riscos à saúde mental no serviço público


Em uma iniciativa para fortalecer a saúde mental dos servidores e colaboradores, o Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) realizou, na tarde desta quarta-feira (25), o evento “Está tudo bem pedir ajuda – Juntos Somos Mais Fortes”.

img-20240926-wa0009

Foto: Hirailton Gomes

O encontro, realizado no auditório Carlos Alberto Bandeira de Araújo, reuniu membros (promotores e procuradores), servidores e colaboradores do MP para discutir estratégias de prevenção e redução de riscos à saúde mental, promovendo um ambiente de apoio e solidariedade.

A palestra foi realizada pelas especialistas Rosineide Borges Cavalcante (psicóloga pós-graduada em psico-oncologia e gerontologia, com especialização em terapia cognitivo-comportamental) e Alessandra Pereira (médica psiquiatra e comunicadora), que compartilharam seus conhecimentos em neurociências e saúde mental. Elas abordaram a importância de buscar apoio e as estratégias para fortalecer a saúde mental, reforçando a mensagem de que pedir ajuda é um sinal de força.

A médica psiquiatra Alessandra Pereira ressaltou a importância de debater a saúde mental em órgãos públicos, afirmando que “o transtorno humano perpassa toda a vida da pessoa, seja no trabalho, na vida pessoal, em qualquer ambiente”. Ela explicou que o serviço público pode ser uma fonte de adoecimento, não apenas pela pressão do trabalho, mas, também, por problemas pessoais que afetam a atenção, concentração e produtividade.

Dentre os pontos levantados pela médica psiquiatra Alessandra Pereira, estavam a alimentação saudável e o uso adequado do celular, ambos diretamente ligados à saúde mental.

Ela ressaltou que manter uma dieta balanceada e utilizar o celular de forma consciente são fatores que impactam o bem-estar emocional e a capacidade de concentração. Além disso, a doutora destacou que o uso excessivo de dispositivos móveis pode aumentar a ansiedade, especialmente quando as pessoas se veem pressionadas a responder demandas externas que nem sempre são urgentes.

Na ocasião, foi reforçada a importância da adesão a campanha de Setembro Amarelo, mês de prevenção ao suicídio.

Segundo a promotora Christianne Corrêa, é preciso observar os sinais e contribuir com o coletivo, seja no ambiente familiar ou profissional, oferecendo apoio e atenção.

“O suicídio pode ser prevenido com gestos simples, como ouvir e oferecer uma palavra de alento”, afirmou, reforçando a importância do autocuidado. A comissão também trouxe à tona ações voltadas para a valorização do autocuidado e a sensibilização sobre a saúde mental.

Efeitos colaterais da fumaça

Ao final da palestra, durante a interação com perguntas da plateia, a médica psiquiatra Alessandra Pereira destacou um ponto curioso: a exposição à fumaça pode elevar os níveis de ansiedade em pessoas com predisposição.

Esse aumento ocorre porque a baixa oxigenação do corpo, provocada pela poluição do ar, afeta diretamente o cérebro, exacerbando sintomas de ansiedade e outras condições emocionais. Além disso, muitos pacientes confundem os sinais de ansiedade com problemas respiratórios, buscando atendimento médico por acreditarem que estão com asma ou rinite, quando, na verdade, estão enfrentando sintomas emocionais causados pela inalação da fumaça.

Você também pode gostar...

Os comentários são de inteira responsabilidade do autor e não expressam a opinião do Portal Mazé Mourão. Você pode ser denunciado caso comente algo racista, injúria ou conteúdo difamatório.

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

18 + dezenove =