O show “Representatividades”, do grupo de rap amazonense Mulheres In Rima, foi um dos 67 projetos contemplados no Latinidades Pretas – Trabalhadoras da Cultura, na edição de maio deste ano. O festival é uma união e organização dos maiores festivais de mulheres negras da América Latina, o Feira Cultural Preta e Festival Latinidades Afrolatinas, com apoio da Fundação Tide Setubal, por meio do edital “Enfrente”, e também do Instituto Moreira Salles-IMS.

(Foto: Divulgação)
O vídeo do grupo Mulheres In Rima já está disponível para visualização no YouTube http://bit.ly/mulheresinrima
O objetivo do Latinidades Pretas é gerar renda e dar suporte às trabalhadoras da economia criativa: empreendedoras, produtoras, artistas, artesãs, escritoras, chefes de cozinha, mães, trabalhadoras domésticas, intelectuais, mulheres negras e indígenas autônomas, para reduzir os impactos econômicos da pandemia de Covid-19. Foram 1.400 projetos inscritos no edital, e somente 67 foram selecionados.
Cléia Alves, MC, poetisa e rapper do Mulheres In Rima ressaltou o alcance do festival, que terá participações de mulheres artistas e empreendedoras de diversas áreas de toda a América Latina, e também da oportunidade de mostrar o trabalho do grupo.

(Foto: Divulgação)
“As pessoas ainda possuem uma visão folclórica do Amazonas, então ficamos muito felizes por poder mostrar nosso trabalho em um canal com esse alcance. Nossas letras falam do combate à violência contra a mulher e da valorização e afirmação da identidade étnica que eu, como mulher preta, e minha parceira Cida Aripória [compositora e rapper do grupo], como mulher indígena descendente, defendemos. Poder mostrar essas pautas para diversos públicos é muito importante para nós”, afirma.
Há quatro anos atuando no cenário cultural de Manaus, o grupo Mulheres In Rima adaptou o “Representatividades” para ser exibido no festival. O show tem o objetivo de afirmação da identidade racial, luta e musicalidade das mulheres afro-ameríndias do rap da Amazônia para, além do entretenimento, fazer uma reflexão sobre as diversas temáticas abordadas no conteúdo das músicas que retratam o cotidiano da mulher nas periferias, na região Norte do país e na arte.
“Estar junto de mulheres com diversos saberes, de vários segmentos, sempre é um aprendizado mútuo, para nós, mulheres da Amazônia do Norte. É sempre uma conquista e resistência ser contempladas em editais de tamanha proporção. Isso nos mostra que a nossa luta não é em vão”, afirma Cida Aripória.
O conteúdo do Latinidades Pretas pode ser conferido no YouTube (Latinidades Pretas) e Instagram (@latinidadespretas).


















