Neste domingo (17), a partir das 21h00- horário de Manaus, ocorre, a exibição do espetáculo de dança “Rito de Passagem” da companhia índios.com, pelo Festival Online-Potência das Artes do Norte- PAN 2020- um projeto idealizado pela artista e produtora cultural, Ana Oliveira, que celebra e promove as artes produzidas na região Norte.

(Foto: Divulgação)
O ingresso para assistir ao espetáculo é digital e pode ser adquirido através do link: bit.ly/BilheteriaOnlPAN
O espetáculo- ” Rito de Passagem” é interpretado por Yara Costa, fala de ciclos de mulheres amazônidas, e foi sendo elaborado a partir de referências próprias e vivências com comunidades indígenas:
“No rito de passagem, existem muitas imagens. A primeira delas, é da minha mãe que foi trabalhadora de juta no interior do Amazonas, costureira e professora. A partir das minhas vivências com comunidades indígenas, foram surgindo também novas imagens. E todas elas (as imagens) falam desses corpos que chamo de “corpos da floresta”, aqueles que estão na invisibilidade, que são os primeiros excluídos ou sequer lembrados nas tomadas de decisões do sistema capitalista/neoliberal.” Afirma Yara Costa.

(Foto: Divulgação)
O espetáculo e o contexto da pandemia
“A pandemia escancara esses corpos e o governo brasileiro continua não fazendo nada de significativo para proteger os corpos da floresta.”

(Foto: Divulgação)
Segundo Yara, ‘O Rito de Passagem’ nunca pretendeu representar uma etnia, mesmo que a presença da cultura da floresta, principalmente dos povos Baniwa, seja muito forte na intérprete da obra, por nunca termos a legitimidade de ser a voz direta dos ameríndios:
“Apesar de pensar assim, entendo que trabalhos artísticos que tocam nas feridas abertas dos corpos da floresta sejam importante para reafirmar esse lugar de existência, que também é lugar de força e de leveza. A proposta nos convoca pensar sobre mulheres fortes, desbravadoras e persistentes/resistentes. E é por isso que Entendo que precisamos nos fortalecer de imagens dessa natureza e de alguma forma nos movimentar” E continua:
“A história dos corpos da floresta nos mostra que a plasticidade/porosidade no modo de viver é uma das características que os mantém vivos, e desse modo nos ensinam muito.” Enfatiza, Yara.


















