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Jirau da Amazônia e Americanas beneficiam 339 artesãos ribeirinhos e indígenas

Os artesanatos à venda no Jirau são feitos desde sementes a fibras, pedras, cipós e madeiras da floresta


As vendas por meio de plataformas digitais têm sido uma importante ferramenta de comercialização para artesãos ribeirinhos e indígenas do Amazonas. Por meio da loja virtual “Jirau da Amazônia”, um e-commerce resultado de uma parceria entre comunidades tradicionais, a Fundação Amazônia Sustentável (FAS) e a Americanas.com, esses profissionais faturaram mais de R$ 70 mil entre junho de 2019 e dezembro de 2020.

(Foto: Divulgação)

Os clientes podem adquirir acessórios e artigos de casa e peças decorativas feitas de sementes naturais, fibras e madeiras reaproveitadas da floresta por meio do site. Ao todo, 339 artesãos de 20 comunidades tradicionais do Amazonas disponibilizam seus produtos na loja virtual. O catálogo digital inclui fruteiras, cestos, jogos americanos, abanos, colares, pulseiras, bolsas, luminárias, redes e óculos – todos produzidos de forma sustentável com materiais da floresta.

Para o coordenador, o primeiro ano do ‘Jirau’ foi de validação de estratégias no modelo de negócio no universo digital com produtos sustentáveis da Amazônia. A parceria entre FAS e Americanas já estuda novas possibilidades para 2021. “Estamos com uma curva de aprendizado importante com o Jirau. Queremos ampliar o leque para produtos da floresta e produtos sustentáveis, que tenham conexão com insumos da floresta e os empreendedores. A ideia é diversificar no futuro e incluir o segmento de alimentação e bebidas”, adianta.

(Foto: Divulgação)

Os artesanatos à venda no Jirau são feitos desde sementes a fibras, pedras, cipós e madeiras da floresta. Os valores variam de R$ 20 a R$ 754 e também são cobradas tarifas pelo frete, sendo que todo o valor das vendas é repassado aos artesãos, parte usada em custos de embalagem, transporte, impostos e tributos. A Americanas.com não fica com nenhum valor.

Da floresta para a internet

O indígena da etnia Baré, Joarlison Garrido Melo, é um dos artesãos do Jirau. Ele é representante do grupo de artesanato Surisawa, na comunidade indígena Nova Esperança, localizada na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Puranga Conquista. Para Joarlison, a experiência com e-commerce tem sido valiosa para o grupo.

(Foto: Divulgação)

“Essa nova forma de comércio tem proporcionado grandes resultados e possibilitando a oportunidade de divulgar e vender nossos ecoprodutos para o Brasil, com uma boa aceitação no mercado. Isso nos torna um grupo cada dia mais forte, com novas projeções e perspectivas”, afirma o empreendedor.

Além do Surisawa, os grupos de artesãos do Jirau são: Entrelaçando Gerações, da comunidade ribeirinha Tumbira, também na RDS do Rio Negro; o Grupo Banzeiro, de quatro comunidades de Maués; o Formiguinhas do Saracá, da comunidade do Saracá, na RDS do Rio Negro; o Teçume D’Amazônia, da comunidade São João de Ipecaçu, na RDS Amanã; o Molongó, da comunidade de Nova Colômbia, na RDS Mamirauá; e Associação Zagaia Amazônia, de Manaus.

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