Jovens mortos pela repressão policial, líderes sociais e ex-guerrilheiros que perderam a vida após o acordo de paz de 2016. A violência continua na Colômbia e os rostos de algumas das vítimas foram imortalizados em um mural inaugurado nesta quinta-feira (4) em Bogotá.

(Foto: AFP)
Desenhados por cerca de 26 artistas urbanos renomados, esses 41 murais, alguns ainda em produção, buscam criar o primeiro “Museu da Memória ao Ar Livre” do país. A homenagem faz parte do projeto ‘Todas as vidas valem’, iniciado no ano passado, quando as forças de segurança reprimiram as manifestações contra a violência policial no dia 9 de setembro. Doze pessoas morreram, a maioria jovens, e cerca de 500 ficaram feridas.
Os retratos dessas vítimas juntam-se aos rostos de ativistas e combatentes que depuseram as armas no acordo de paz com os guerrilheiros das FARC, após mais de meio século de conflito.
“A ideia é que à medida em que se faz a memória, as pessoas se lembrem de que há cidadãos sendo assassinados continuamente no país (…), as pessoas aprendam o valor da vida”, disse Gustavo Trejos, um dos organizadores do o evento.


















