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Brasil e Mundo

7 de setembro: Independência do Brasil

Maria Leopoldina e a ruptura com Portugal em 1822


Instituída por decreto federal ainda na primeira metade do século XX, a Semana da Pátria vai de 1º a 7 de setembro.

Imagem: Wikimedia Commons/Retirada da CNN

O famoso Grito do Ipiranga reduziu a Independência a um único gesto, tomado por uma única pessoa às margens de um riacho em São Paulo. As informações são da CNN, Ensinar História e Brasiliana Inconográfica.

Foi Maria Leopoldina, a arquiduquesa da Áustria e esposa de Pedro de Alcântara, quem presidiu, na ausência do marido, o Conselho de Estado no Rio de Janeiro durante a viagem que ele fazia a São Paulo em agosto e setembro de 1822.

Foto: Domínio público/Retirada do G1

Foi nessa condição que ela recebeu os despachos vindos de Lisboa que exigiam o retorno do príncipe e a subordinação do Brasil às Cortes portuguesas.

O príncipe regente do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, Pedro de Alcântara enfrentava, em 1822, uma pressão crescente das Cortes de Lisboa para retornar à Europa e reduzir o Brasil novamente à condição de colônia.

Registros de arquivo mostram que Leopoldina, junto a José Bonifácio, redigiu correspondência recomendando que o marido não cedesse à pressão portuguesa.

Antes de se tornar imperatriz, ela já assinava despachos administrativos como regente interina, um dado que a historiografia especializada em documentos do Primeiro Reinado usa para reposicionar sua participação, tradicionalmente relegada a nota de rodapé nos relatos sobre 1822.

A recusa em obedecer a essa determinação, somada ao apoio de setores da elite brasileira favoráveis à separação, levou à declaração de ruptura registrada na margem do rio Ipiranga, em 7 de setembro. A frase que resume o rompimento, “Independência ou Morte!”, tornou-se símbolo oficial do processo.

Enquanto a corte discutia a separação política no eixo Rio–São Paulo, a Bahia vivia um conflito armado direto. Tropas portuguesas resistiam à adesão da província ao movimento de independência, e o cerco a Salvador só terminou em julho de 1823, quase um ano após o Grito do Ipiranga.

Nesse cenário de guerra, Maria Quitéria de Jesus Medeiros se alistou disfarçada de homem no Batalhão de Voluntários do Príncipe e participou de combates em Cachoeira e Pirajá.

Foto: Redes sociais/Retirada do G1

Descoberta sua identidade, foi mantida na tropa por decisão de seus superiores diante do desempenho em campo, episódio documentado em relatórios militares da época e que lhe rendeu, mais tarde, patente honorária concedida por Dom Pedro I.

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