Nos anos 1990, a série “Plantão Médico” (ER, 1994-2009) tornou-se referência na TV com episódios de alta carga dramática. Em “The Pitt” (2025), cada episódio acompanha um turno de emergência em um hospital da cidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos. Na televisão brasileira, a série “Sob Pressão” (2017-2022) mostrou os desafios de uma equipe médica em um hospital público.

Foto: Globoplay
Hoje, temos a estreia bem-sucedida de “Emergência 53”, disponível no Globoplay, mostrando a batalha diária de socorristas, médicos, enfermeiros e condutores de uma unidade móvel de urgência pelas ruas do Rio de Janeiro.
A sensação é de um cenário de guerra. Acidentes graves, tiroteios, surtos e situações em que as decisões, muitas vezes tomadas sem os recursos necessários, podem ser letais. Criada por Claudio Torres, Marcio Maranhão e Andrucha Waddington, a série tem dez episódios e um ritmo acelerado desde os primeiros minutos.
Seguindo a cartilha do gênero, entre um atendimento e outro, ficamos sabendo da vida pessoal da equipe: os profissionais carregam romances, traumas, conflitos familiares e histórias mal resolvidas. Irene, interpretada por Yara de Novaes, comanda a unidade e precisa lidar com a mãe, Laura, vivida por Fernanda Montenegro, que enfrenta uma doença degenerativa. O elenco numeroso, com Valentina Herszage, Emilio Dantas, Jaffar Bambirra e William Nascimento, funciona porque não há um herói absoluto: a emergência é um trabalho coletivo.
“Emergência 53” consegue algo que as melhores produções do gênero, de “ER” a “The Pitt”, buscam trazer para o espectador: por trás de cada diagnóstico e de toda a correria, existem pessoas tentando salvar desconhecidos enquanto dão um jeito de também salvar a própria vida.
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haroldomourao.substack.com
@tudosobreroteiro


















