No último sábado (27), o Boi-bumbá Caprichoso levou à arena do 59º Festival de Parintins, na segunda noite de apresentações, um espetáculo destacando a valorização da Amazônia, dos povos originários e da ancestralidade. Com o subtema “O Brinquedo Ancestral Canta: Amazônia – O Chão da Vida”, o boi azul e branco apresentou a floresta como um território protegido por seres encantados, guardiões e saberes tradicionais.

Foto: Mauro Neto e Tiago Correa/Secom
Ao longo da apresentação, o Caprichoso enfatizou a relação entre natureza, espiritualidade e identidade amazônica. O espetáculo também retratou conflitos históricos enfrentados por comunidades indígenas, ribeirinhas e populações tradicionais.
O destaque da noite foi a Lenda Amazônica “Curupira – O Guardião da Vida”, criada pelo artista Roberto Reis. A alegoria apresentou o encantado como protetor da floresta, dos animais e do equilíbrio da natureza. Durante a evolução, a cunhã-poranga Marciele Albuquerque surgiu da estrutura alegórica.
Outro destaque foi o Ritual Indígena “Transcendência Asurini – Maraká”, desenvolvido na alegoria assinada por Kennedy Prata, que teve como destaque o pajé do Caprichoso, Erick Beltrão.
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Portal da Diversidade
O subtema “Parintins, Portal da Diversidade” encerrou a segunda noite do Boi-bumbá Garantido, no sábado (27), no 59º Festival de Parintins, promovido pelo Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa. A apresentação destacou a diversidade cultural, a ancestralidade e os laços que unem os povos da Amazônia, tendo como eixo narrativo a ideia de que todos são parentes.

Foto: Mauro Neto e Tiago Correa/Secom
Em uma arena tomada pela galera encarnada, o boi do coração na testa conduziu a segunda noite celebrando a arte, a memória e a identidade dos povos da floresta. Parintins foi apresentada como um grande portal da diversidade, em que diferentes culturas, histórias, mitos e tradições se encontram e se reconhecem em um mesmo sentimento de pertencimento.
Um dos destaques da noite foi a apresentação da cunhã-poranga Isabelle Nogueira, item 9 do Garantido, ao surgir na alegoria “Kamara”, do artista Marlon Brandão.
A alegoria “Kamara” é inspirada na cosmologia do povo indígena Hexkaryana, que habita as regiões dos rios Nhamundá e Jatapu. Nela, Kamara, a onça ancestral, surge do Yuxibu, o sopro primordial responsável pela criação do mundo, tornando-se guardiã dos ciclos da natureza e símbolo da força espiritual da floresta.
- Foto: Mauro Neto e Tiago Correa/Secom
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