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Cultura

Casa da Economia Criativa é inaugurada

Evento reuniu moda autoral, painéis e iniciativas para o fortalecimento da economia criativa amazonense


Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, realizou, na noite de sábado (9), a segunda edição do “Amazonas Futuro Criativo”, evento que marcou a abertura oficial da Casa da Economia Criativa, novo espaço de ocupação cultural instalado no Ideal Clube, no Centro de Manaus. A programação reuniu painéis, desfiles de moda autoral e exposição de produtos desenvolvidos por empreendedores amazônicos.

Foto: Gabi Vitim / Secretaria de Cultura e Economia Criativa

A abertura da programação contou com uma performance do músico e compositor Celdo Braga, que antecedeu os painéis realizados pelas marcas participantes do projeto. Ao longo da noite, representantes da Sapopema Biojoias, Retalhos da Cultura e Sioduhi Studio apresentaram trajetórias, processos criativos, resultados alcançados em 2025 e os desafios enfrentados no fortalecimento da moda autoral e sustentável no Amazonas.

O coordenador da Assessoria de Economia Criativa da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, Turenko Beça, destacou a importância da revitalização do espaço e da ampliação das possibilidades de uso do Ideal Clube. “Estamos muito felizes em poder ressignificar esse espaço, que há algum tempo estava com pouca utilização. Agora estamos criando um trabalho compartilhado (coworking) de economia criativa, com espaços multiuso para diferentes eventos, diálogos científicos e atividades culturais”, afirmou.

O evento também ocupou salas com espaços de comercialização de produtos autorais. O público pôde circular entre marcas de moda, biojoias e artesanato, fortalecendo a proposta da Casa da Economia Criativa de funcionar como ambiente permanente de convivência, formação e empreendedorismo cultural.

Foto: Gabi Vitim / Secretaria de Cultura e Economia Criativa

A idealizadora do Amazon Poranga Fashion, Jessilda Furtado, ressaltou o papel do novo espaço no acolhimento de artistas e empreendedores culturais do estado. “Os empreendedores culturais têm se sentido acolhidos aqui. Nós temos uma Amazônia rica, cheia de criatividade, e esse espaço vem justamente para receber nossos artistas, artesãos, estilistas e criativos, além de incentivar a circulação da economia criativa sustentável”, destacou.

Os painéis também apresentaram experiências ligadas à sustentabilidade, ancestralidade e bioeconomia, abordando o crescimento das marcas participantes, processos de inserção no ecossistema de inovação e os impactos gerados a partir da moda autoral amazônica.

Entre os destaques da noite esteve o estilista indígena Sioduhi, que falou sobre a presença da moda amazonense em espaços nacionais e o fortalecimento das cadeias criativas ligadas ao setor. “A moda impacta diversas cadeias criativas, desde a comunicação até o trabalho artesanal. Fazer parte desse momento mostra que existe uma potência na moda autoral amazonense e que ela pode alcançar espaços cada vez maiores”, afirmou.

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