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Páscoa & Pets: os perigos da ingestão de chocolate

Médica veterinária Ádria Camila Souza da Silva explica por quais motivos a guloseima típica da data pode comprometer a saúde dos animais de estimação


Celebrada neste domingo (05 de abril), a Páscoa é uma das datas comemorativas mais aguardadas do calendário e tradicionalmente associada ao alto consumo de chocolate. Mas o que pode ser motivo de memórias doces para muitos adultos e crianças é sinônimo de perigo para os amigos de quatro patas. Oferecer aos pets pedaços do alimento derivado do cacau pode ter desfechos fatais.

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Foto: Arquivo Pessoal

Sócia-fundadora do Centro de Especialidades Cirúrgicas e Veterinárias (CECV), a médica veterinária Ádria Camila Souza da Silva pontua que a grande estrela da Páscoa pode ser um veneno para os bichinhos por conta de substâncias com alto poder estimulador presentes no cacau: a cafeína e a teobromina.

“Mas é preciso salientar: a concentração de teobromina nos chocolates é muito mais significativa que a de cafeína e, ao contrário do organismo dos seres humanos, o fígado dos cães e gatos não consegue metabolizar esse composto de forma eficiente. Muita gente pode pensar que só um pedacinho de chocolate é inofensivo, mas não é o caso, pois o item costuma ter de 1 mg a 9 mg de teobromina por grama. Ou seja, qualquer quantidade é capaz de comprometer a saúde dos animais”, observa.

De acordo com a veterinária – que faz questão de compartilhar diversas informações aos tutores em seu perfil do Instagram (@dra.adriacamila) –, por provocar grande estímulo cerebral, a alta ingestão da substância tóxica pode resultar em arritmias significativas e levar o pet ao óbito. “Sem contar que os pets idosos, filhotes ou de pequeno porte são mais vulneráveis e a chance de qualquer pequeno consumo ser fatal é enorme”, avisa.

Tutores atentos

Mesmo que os tutores sejam responsáveis e não ofereçam chocolate aos seus pets, ainda assim há possibilidade de ingestão acidental, segundo Ádria. “Isso porque o produto pode estar guardado em um local que o pet consegue ter acesso, ainda mais considerando que podem se sentir atraídos pelo odor ou pela embalagem”, detalha.

Nesses casos, conforme a cirurgiã-veterinária, os sinais de intoxicação podem surgir em até 12 horas, incluindo reações como vômitos, diarreia, hipertermia (alta temperatura corporal), convulsões.

“Assim que perceber qualquer sintoma, o tutor deve levar o animal o quanto antes a uma clínica veterinária, pois reações mais graves podem aumentar o risco de morte”, afirma.

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Fotos: Jeferson Rocha

Alternativas

A sócia-fundadora do CECV lembra que, hoje em dia, o mercado já conta com chocolates próprios para pets. Então, se a ideia for presenteá-los, para que consumam junto com a família durante a Páscoa, os tutores devem optar por esses produtos.

“São itens com ingredientes próprios para o consumo dos animais. Óbvio que a melhor forma de garantir a qualidade de vida dos amigos de quatro patas é sempre consultar um profissional especializado antes de oferecer qualquer produto”, finaliza.

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