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Emergência radioativa

Série da Netflix relembra a tragédia de Goiânia


Em setembro de 1987, o Brasil viveu seus dias de Chernobyl ao enfrentar um dos maiores desastres radiológicos já registrados. A abertura de uma cápsula contendo Césio-137, encontrada em um ferro-velho em Goiânia, desencadeou uma contaminação em cadeia que atingiu centenas de pessoas. Décadas depois, os efeitos ainda reverberam: mais de mil vítimas seguem acompanhadas pelo Centro de Assistência ao Radioacidentado, criado para dar suporte a quem teve a vida atravessada por essa tragédia.

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Imagem: Helena Yoshioka/Netflix

A minissérie “Emergência Radioativa” parte desse acontecimento para construir um thriller que acompanha a corrida contra o tempo de médicos, cientistas e autoridades tentando conter o avanço da contaminação. No centro da narrativa está o físico Márcio, interpretado por Johnny Massaro, inspirado em Walter Mendes, o primeiro físico nuclear a perceber a gravidade do caso.

Criada por Gustavo Lipsztein e dirigida por Fernando Coimbra e Iberê Carvalho, A tensão na série vem do que não se vê, a radiação, criando um desconforto constante em cada episódio. Johnny Massaro, com uma atuação, passa a angústia de alguém tentando manter o controle enquanto tudo ao redor desmorona.

A série funciona muito bem como reconstituição e como suspense quando o foco está nas relações, nos medos e nas consequências íntimas. Nesses momentos, “Emergência Radioativa” se torna algo que permanece com você até depois do último episódio.

haroldomourao.substack.com

@tudosobreroteiro

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