O empresário paulista Sérgio Nahas foi preso no último sábado (17), na Praia do Forte, no litoral Norte da Bahia. A prisão ocorreu quase 24 anos após Nahas ter matado a própria esposa, no bairro Higienópolis, área nobre de São Paulo.

Foto: Polícia Militar da Bahia
Segundo a Polícia Civil da Bahia, Nahas foi identificado por câmeras de reconhecimento facial e, depois de passar por audiência de custódia, foi encaminhado para o sistema prisional.
Relembre o caso
O crime aconteceu em 2002, no apartamento do casal, em São Paulo. Na época, Fernanda Orfali tinha 28 anos.
Segundo o Ministério Público, Nahas matou Fernanda após se sentir ameaçado ao ser confrontado pela esposa, que teria descoberto traições e o uso de drogas, e temia a divisão dos bens caso a mulher pedisse o divórcio.
Para o Ministério Público, Fernanda se trancou no closet para tentar se proteger, mas Nahas teria arrombado a porta. Em seguida, ele teria feito dois disparos. Laudo oficial da perícia apontou que o primeiro tiro atingiu a vítima e o segundo saiu pela janela.
Fernanda fazia tratamento contra depressão. De acordo com a defesa de Nahas, diários escritos pela própria vítima indicavam que ela tinha o desejo de tirar a própria vida.

Foto: Arquivo Pessoal
Contudo, o laudo da Polícia Técnico-Científica não encontrou vestígios de pólvora nas mãos de Fernanda. Quanto a isso, a defesa do empresário alegou que a pistola usada só deixa resíduos na roupa.
Nahas chegou a ser preso por porte ilegal da pistola, mas foi solto por decisão da Justiça após 37 dias.
Condenação
Sérgio Nahas foi condenado em 2018 pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) a sete anos de prisão em regime semiaberto. A defesa recorreu da decisão, o que fez o processo continuar em instâncias superiores e chegar ao Supremo Tribunal Federal (STF).
A pedido do Ministério Público, o Supremo Tribunal Federal aumentou a pena. Na época, como ainda existiam recursos possíveis, Sérgio Nahas respondeu ao processo em liberdade, sem cumprir a pena naquele momento.
Em junho de 2025, todos os recursos possíveis se esgotaram, ou seja, o processo foi encerrado. Com isso, a Justiça de São Paulo expediu o mandado de prisão para que a pena começasse a ser cumprida.


















