Turistas viveram momentos de terror no Museu da Amazônia (Musa), em Manaus, ao serem feitos reféns por criminosos armados na noite do último domingo (18). O assalto, na fronteira com o bairro Cidade de Deus, reitera a vulnerabilidade do local, que soma invasões violentas e falhas de segurança no perímetro florestal desde 2021.

Foto: Arquivo/ Musa
O crime ocorreu por volta das 18h30, momento de visibilidade reduzida, quando um grupo retornava da torre de observação. Cerca de 20 pessoas foram rendidas por homens armados, tiveram as mãos amarradas com lacres plásticos e foram trancadas em banheiros. Além do roubo de pertences, as vítimas relataram pânico, ameaças constantes e desmaios durante a ação que durou mais de uma hora.
A insegurança no Musa é um problema estrutural e geográfico. O museu está inserido na Reserva Adolpho Ducke, cujos limites fazem fronteira imediata com os bairros Jorge Teixeira e Cidade de Deus, áreas da capital amazonense marcadas por índices elevados de homicídios e tráfico de drogas. A extensão da mata aberta dificulta o isolamento do perímetro, facilitando a entrada de criminosos que usam a floresta como rota de fuga.
Este não é um caso isolado, desenhando um padrão de risco para visitantes. Em novembro de 2021, grades foram rompidas e turistas trancados na sala de serpentes; em março de 2022, outro grupo foi assaltado por suspeitos usando fardamento camuflado. Apesar da administração afirmar manter vigilância 24 horas e acionar a polícia, a recorrência dos crimes evidencia a fragilidade da segurança no local.
Para mitigar os riscos, recomenda-se evitar o trânsito a pé nas ruas do entorno, priorizando transporte que entre na área segura da portaria. O último caso foi registrado no 6º Distrito Integrado de Polícia (DIP), mas a sensação de insegurança permanece como um obstáculo ao turismo na região.


















