Manaus (AM) – O Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), por meio da Coordenadoria Estadual das Mulheres em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cevid), realizou na manhã desta quarta-feira (17) a segunda edição do “Prêmio Mãos que Amparam”. A cerimônia, que ocorreu no Auditório Des. Arthur Virgílio do Carmo Ribeiro, no Prédio Anexo à Sede do TJAM, reconheceu a atuação de personalidades e instituições que contribuem significativamente para a proteção e o amparo de mulheres vítimas de violência doméstica e familiar no contexto amazonense e nacional.

Foto: Letícia Arruda
A premiação, instituída pela Resolução n.º 36/2024, visa fomentar a conscientização social, incentivar a criação de mecanismos de proteção eficazes e reconhecer as boas práticas na prevenção de crimes no contexto familiar. A Desembargadora Maria das Graças Pessôa Figueiredo, que coordena a Cevid/TJAM e é a Ouvidora da Mulher, destacou o propósito humano do evento em seu depoimento, ressaltando o sentimento que transcende as formalidades institucionais.

Foto: Desembargadora Graça Figueiredo
“O prêmio reconhece que a justiça, quando verdadeiramente humana, precisa ser também acolhedora, sensível e compreendida com amor à voz”, explicou.
O rol de homenageados de 2025 reafirmou a importância da articulação entre os diversos poderes e a sociedade civil para o combate à violência de gênero, incluindo a alta cúpula do Judiciário e órgãos de controle, além de profissionais da segurança pública.
Entre as personalidades agraciadas estava a jornalista e escritora Mazé Mourão, editora do Portal MZM.

Mazé Mourão e Desa. Graça Figueiredo (Foto: Leticia Arruda)
Em seu discurso, ela expressou profunda gratidão pela homenagem e reforçou o senso de responsabilidade que o prêmio carrega. A jornalista sublinhou que a honraria pertence a todas as mulheres, crianças e famílias que tiveram suas vidas marcadas pela violência, as quais motivam a luta diária por justiça e dignidade.
“Cada ação aqui reconhecida nasce do compromisso coletivo de não silenciar diante do feminicídio, de transformar dor em força e de construir caminhos de cuidado, prevenção e esperança”, afirmou.

Mazé Mourão (Foto: Letícia Arruda)
Prêmio ‘Mãos que Amparam’ 2025
O prêmio ‘Mãos Que Amparam 2025’ foi inspirado na iniciativa criada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que leva o nome da juíza Viviane Vieira do Amaral, vítima de feminicídio no Rio de Janeiro.

Foto: Letícia Arruda
Em sua essência, a premiação visa fomentar a conscientização social, incentivar a criação de mecanismos de proteção eficazes e reconhecer as boas práticas na prevenção de crimes no contexto familiar.
Imagens: Letícia Arruda
Imagens: Letícia Arruda





























