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Olha Já! | O Festival de Parintins é uma herança cultural 

Confira a coluna desta sexta-feira (8)


No coração da Amazônia, o Festival Folclórico de Parintins é muito mais do que um espetáculo cultural. A festa dos bois-bumbás representa a união de famílias, tradições e saberes que atravessam gerações, mantendo viva a identidade de um povo que transforma memória, arte e paixão em um dos maiores festivais do país. Nos galpões, currais e comunidades, pais ensinam filhos, avós inspiram netos e mestres formam novos artistas, perpetuando os conhecimentos do boi-bumbá.

Cada alegoria, toada, fantasia e item apresentado na arena carrega a herança de quem dedicou a vida ao festival. O saber vive nas mãos dos artesãos, na voz dos compositores, no ritmo da marujada/batucada e na emoção de quem entra na arena defendendo seu boi. Assim, o Festival de Parintins se fortalece como um patrimônio cultural construído coletivamente, onde o amor pelos bumbás nasce dentro de casa e se eterniza de geração em geração.

Imagem da Secom/otimizada por IA

“Antes da Cunhã do Brasil, existiu a Brasileiro”

Alessandra Brasileiro fez história no Festival Folclórico de Parintins ao defender o item cunhã-poranga do Boi-Bumbá Garantido entre 1998 e 2001. Com talento, carisma e forte participação artística nas apresentações, tornou-se uma das cunhãs mais marcantes da história do festival, eternizando performances como a icônica “mulher-gavião”, em 2001. Hoje, segue como símbolo de representatividade e paixão pelo Garantido, sendo homenageada na Noite da Cunhã, no Sambódromo.

Foto: Arquivo pessoal/Com arte gerada por IA

De mãe para filho: herdou o roçar 

A história de Tharzio Wanderson e Maria de Lourdes representa a força da Marujada de Guerra dentro do Boi Caprichoso, mostrando como o amor pelo boi é passado entre gerações. Marujeiro há 22 anos, Tharzio cresceu nos ensaios ao lado da mãe, Maria de Lourdes, marujeira há 36 anos e atuante em diversos segmentos do Caprichoso. Mesmo vivendo em Manaus, mãe e filho mantêm viva a tradição bovina com dedicação inegociável aos ensaios e ao festival, transformando o boi-bumbá em parte da própria identidade e simbolizando a resistência cultural amazônica longe de Parintins.

Foto: Arquivo pessoal/Com arte gerada por IA

Ritmo Quente que atravessa gerações

A Banda Canto da Mata marcou a história do Festival Folclórico de Parintins ao modernizar a toada bovina e contribuir para a evolução musical do Boi Garantido e do Boi Caprichoso. Fundada em 1994, a banda inovou ao introduzir novos elementos musicais nas apresentações e ajudou a eternizar sucessos que marcaram gerações, com nomes como Alex Pontes, Mailzon Mendes e Neil Armstrong, consolidando a toada como símbolo da música amazônica contemporânea.

Foto: Arquivo pessoal/Arte gerada por IA

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