Manaus, 4 de julho de 2022
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Manaus, 4 de julho de 2022

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“Nipetirã” reúne obras de quatro artistas indígenas na Galeria do Largo


Wanano, Tukano, Apurinã e Kamadeni. Estas quatro etnias indígenas estarão representadas em mais de 120 obras configuradas em quatro ambientes artísticos dentro da Galeria do Largo, a partir desta quinta-feira (17/10), às 18h, com a inauguração da exposição “Nipetirã – Todos”. Promovida pela Secretaria de Estado de Cultura (SEC), em parceria com a Manaus Amazônia Galeria de Arte, a mostra tem entrada gratuita.

“Nipetirã” (que significa “todos” em Tukano) conta com 54 obras – entre pinturas e quadros de marchetaria – e 72 esferas de acrílica sobre ouriço de castanha do Pará. As obras pertencem aos artistas indígenas Dhiani Pa’saro (etnia Wanano), Duhigó (etnia Tukano), Sãnipã (etnia Apurinã/Kamadeni) e Yúpuri (etnia Tukano). O diretor da Galeria do Largo, Cristóvão Coutinho, explica que as obras estão organizadas de acordo com os conceitos: casa, sagrado, mundo e universo.

“No momento está havendo uma grande inserção de artistas indígenas no sistema de artes contemporâneo, e já estávamos pensando em como trazê-los para a Galeria”, explica Coutinho. “Fizemos uma parceria com a Manaus Amazônia Galeria de Arte, que já tem um trabalho com estes artistas. Além de trazer as obras deles para a Galeria do Largo, pedimos que eles produzissem esses ambientes artísticos para nós, que dividimos nesses quatro conceitos”.

Todos os quatro artistas terão quadros expostos na Galeria, mas cada um preparou um ambiente artístico. Sanipã trouxe as esferas/ouriços e pintou grafismos das etnias das quais descende – Apurinã e Kamadeni – que resgatam a memória destes povos, caracterizando o ambiente sobre o universo. Duhigó preparou um ambiente que fala sobre a casa, com pinturas sobre as pedras do município de São Gabriel da Cachoeira, sua terra natal, e trazendo referências de sua família da etnia Tukano. Dhiani Pa’saro pintou o ambiente sobre o sagrado, com representações de rituais, o pajé, a música e instrumentos. Já Yúpuri fez o ambiente sobre o mundo, com grafismos e pinturas que refletem sobre sua identidade inserida no mundo contemporâneo.

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