Manaus, 3 de julho de 2022
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Manaus, 3 de julho de 2022

Geral

Cláudio Santoro é tema do FAO 2019

Evento terá a estreia da versão revisada de “Alma” e recital com canções do compositor e maestro amazonense


Em sua 22a edição, o Festival Amazonas de Ópera (FAO) celebra o centenário de nascimento de Claudio Santoro, compositor e maestro amazonense, com a apresentação da ópera “Alma” e de um recital com canções compostas por Santoro. Realizado pelo Governo o Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura, o evento acontecerá de 26 de abril a 30 de maio.

“É uma honra homenagear um dos maiores nomes da arte amazonense no festival que já é tradição do nosso Estado. Teremos mais de um mês de programação com muito talento, emoção e reflexão sobre os caminhos da cultura e as possibilidades da economia criativa. O Festival Amazonas de Ópera vem imperdível”, afirmou Marcos Apolo Muniz, secretário de Estado de Cultura.

Maestro Claudio Santoro (Foto: Divulgação)

Celebração revisitada

A homenagem a Claudio Santoro acontecerá com a estreia da versão revisitada de “Alma”, ópera em quatro atos do compositor amazonense, baseada na primeira parte da trilogia “Os condenados”, de Oswald de Andrade. A história se passa na São Paulo dos anos 20 e mostra a conturbada relação da protagonista com o cafetão Mauro, por quem é apaixonada. O espetáculo terá o Corpo de Dança do Amazonas, Coral do Amazonas, Amazonas Filarmônica, com regência de Marcelo de Jesus e Otávio Simões.

Noite de gala

“Ernani”, de Giuseppe Verdi, abrirá a programação, em forma de concerto, no Teatro Amazonas, no dia 26 de abril, às 20h, com o Coral do Amazonas, Orquestra de Câmara do Amazonas e Orquestra Experimental da Amazonas Filarmônica, sob regência de Luiz Fernando Malheiro. Baseada na obra de Victor Hugo, a história se passa na Espanha do início do século 16 e conta a dramática história de amor de Ernani e Elvira, permeada por atribulações, encontros e desencontros.

Segunda obra a ser encenada no FAO 2019, “Maria Stuarda”, de Gaetano Donizetti, é baseada na peça de Friedrich Schiller e narra a rivalidade entre as primas Mary, rainha da Escócia, e Elizabeth, rainha da Inglaterra. Faz parte de uma trilogia – “Elisabetta al Castello di Kenilworth”, “Maria Stuarda” e “Roberto Devereux” – que tem Elizabeth I como personagem principal. Será a estreia brasileira da edição crítica da obra, representada pelo Coral do Amazonas e Amazonas Filarmônica, sob regência do maestro Marcelo de Jesus.

Já “Tosca”, de Giacomo Puccini, é sobre a trágica história da célebre cantora Floria Tosca e seu amado, o pintor Mario Cavaradossi, que viviam na Roma de 1800, no fim do período dominado por Napoleão. A montagem será encenada pelo Coral do Amazonas, Coral Infantil do Liceu de Artes e Ofícios Claudio Santoro e Amazonas Filarmônica, sob a regência de Luiz Fernando Malheiro.

Laboratório

Seguindo a programação tem o Laboratório de Ópera Barroca – que há três edições faz parte das atrações do FAO –, com “Mater Dolorosa”, baseada na cantata “Stabat Mater Dolorosa”, de Giovanni Pergolesi, que reflete sobre o sofrimento de Maria durante a Paixão de Cristo. O espetáculo contará com o Balé Experimental do Corpo de Dança do Amazonas, Grupo Vocal dos Corpos Artísticos e Orquestra de Câmara do Amazonas, com direção musical de Átila de Paula.

Direção

Diretor artístico adjunto do festival, Marcelo de Jesus destaca a diversidade do programa do FAO 2019. “O festival está muito eclético esse ano. Além da importante homenagem a Claudio Santoro, com a estreia da nova edição de ‘Alma’ – com várias correções que ele fez nas partituras – temos ‘Tosca’, um título que faz muito sucesso, repertório de todas as casas de ópera; ‘Ernani’, que é do início da carreira de Verdi, com todo o simbolismo de ser executada pela Orquestra Experimental, uma orquestra jovem; ‘Maria Stuarda’ estreando no Brasil com a edição revisada dessa que é uma obra muito importante no repertório do bel-canto; e o experimento barroco ‘Mater Dolorosa’, a música mais antiga que a gente vai ter no festival, mas talvez a mais contemporânea de concepção”, comenta.

Luiz Fernando Malheiro, diretor artístico do FAO, também ressalta a qualidade do elenco, que conta com artistas locais, nacionais e internacionais. “Estamos com um elenco importante. A ópera que vai abrir o Festival, ‘Ernani’, terá um elenco expressivo no cenário internacional, inclusive com dois brasileiros: o carioca Luiz Ottavio Faria, que há muitos anos está nos principais teatros de ópera da Europa, e o Rodolfo Giugliani, barítono de São Paulo que também tem uma carreira fora bastante interessante”, comenta. “E ainda a mexicana Maria Katzarava, que foi vencedora de concurso ‘Operalia’, organizado por Plácido Domingo; e o protagonista Enrique Bravo, que é chileno de nascimento, mas mora em Manaus há 20 anos, e que merece um destaque”, pontua.

Neste ano, o festival será transmitido ao vivo pela TV Cultura local. Algumas óperas serão gravadas pela emissora para exibição nacional.

Recital Bradesco

A programação do 22º FAO contará também com o Recital Bradesco, que será apresentado no Teatro da Instalação, dia 29 de maio, com repertório composto por canções de Claudio Santoro executadas pela Orquestra de Câmara do Amazonas.

Os ingressos para o FAO 2019 já estão disponíveis na bilheteria do Teatro Amazonas e no site www.bilheteriadigital.com/teatroamazonas, com valores que vão de R$ 2,50 a R$ 60. Para saber da programação completa, acessar o site da Secretaria de Cultura.

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