O que mais eu gostava, quando chegava na Redação, segunda-feira, era saber que descobriria, pelas camisetas dos repórteres, dos fotógrafos, da diagramação e afins, quem havia ganhado o jogo do final de semana, além da ‘cara de paisagem’ dos perdedores para as brincadeiras e xingamentos. Era assim até o próximo jogo. Com o tempo, já sabia quais as camisas que iria encontrar, depois do final de semana. Era uma brincadeira e, quando chegava a quinta-feira, depois do pescoção, íamos para o ‘Poste’ beber e discutir, além de jornalismo, o futebol. Essas boas lembranças surgiram por causa do jogo do Flamengo na Libertadores.

(Foto: Reprodução/Internet)

Fiquei imaginando como seria a redação na segunda-feira! Qual seria a brincadeira do dia? Quantos iriam com a camiseta do Flamengo, do Gabi Gol, do coach Jorge Jesus, que é o português (‘vocês vão ter que me en- golir’), comandando a maior nação de futebol do mundo, que não perde nem para a torcida brasileira? Diante disso, frente ao monitor da minha televisão, avisei, a quem interessar possa, que virei-casaca, sou rubro-negro.

Por que não ser Flamengo, gente? O time tem a cor que eu amo, vermelho; o Flamengo tem a alegria, a explosão de felicidade, a gritaria, a marra e a algazarra que eu gosto, como no meu boi Garantido! O Flamengo já entra em campo ganhando de 1X0. O time, perdendo ou ganhando, é um vencedor. Assumo: sou Flamengo até o fim!