Manaus, 4 de julho de 2022
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Manaus, 4 de julho de 2022

‘PÁ, POW, CHICLETE’


A ideia não foi minha. ‘Todos, menos eu’, como dizia a saudosa Zanir. Debora Oliveira e Rodrigo Guimarães ‘me imprensaram’ na parede e decretaram: “queremos uma crônica com os bordões que somente a Mazé sabe dizer e dar a entonação certa”. Ai, relutei bastante. Não achei que tivesse tantos clichês, entende? ‘Tá boa, canoa?’, pensei e começou. ‘Pá pow, chiclete’, eles brotaram ‘feito agulha no palheiro’ … tenho outro defeito, leitora, troco a aplicação correta dos slogans. ‘Sem dó e nem piedade’. Sem nenhuma vergonha. Creia, leitor, será assim, ‘para sempre.’Até porque, gente, ’não tenho nenhuma personalidade’. Por exemplo, juro que não vou sair à noite. Toca o telefone, me chama para comer um churrasco lá no Eldorado, todas as promessas caem por terra e lá vou, serelepe mais que ‘pinto no lixo.’

E ‘vamos que vamos’ porque ‘o tempo não espera nem criança, nem a fome.’ E fico aqui ‘matutando co’s meus botões’, quais outros motes que esses meninos querem ler, ‘gente’? E sempre digo, quando ‘eu me rendo’ a alguma situação que não tem retorno ou não tem volta: ‘desgraça pouca é tiquinho’, ‘me entrego de corpo e alma’ ao amor, ao pato no tucupi ou ao entrar em uma furada. Quando descubro, é uma beleza. Entendeu, não é? “Sem mais explicações, ponto parágrafo, travessão na outra linha”.

Não gosto de chamar as pessoas de ‘psiu’, prefiro chamar de bonito ou de bonita. Elas adoram. Quando sei que, com determinada situação, alguém vai ficar irado da vida, aviso logo: ‘o fulano ou fulana vem ‘a pé’ tomar satisfação com você!’ Ou se percebo que algo não está indo bem, aviso logo: ‘mana, o criador dessa história deve estar se revirando no túmulo’. Uso, também, para falar sobre o envolvido: ‘o Noca, não abre mão do valor’. Quando quero comentar alguma novidade, mas que já virou de domínio público, arremato: ‘Sabe da maior? Pode deixar que eu mesma vou lhe contar’. Quando alguém, que sumiu do mapa e das rodas de fofocas, gosto de dizer: abriu-se um buraco no chão, a pessoa entrou e se fechou em copas’. No mais, quando o indivíduo, que era super amigo e, ao assumir um cargo, não ‘lembra mais dos amigos’, apenas acrescento: ‘fico só espiando’. De resto, faço piadas comigo mesma – palhaçada – e quando começam com elogios demais, penso: ‘ existe aí ‘um certo exagero’ porque eu sou um prato cheio… bem cheio de cáca’. Ah, finalizo este escrito ‘pá, pow, chiclete’ roubando uma máxima do Gilberto Alexandre de Queiroz Barbosa, saudoso colunista Gil, que era de uma inteligência ímpar: ‘pano rapidíssimo’ Até.

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