Manaus, 2 de julho de 2022
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Manaus, 2 de julho de 2022

ELA ADORA CAIR


É a primeira frase, a do título, que meus amigos, os que convivem diretamente comigo, dizem para os novos eleitos. Soa como recomendação, melhor, mais que recomendação. Constatação. Às vezes, assusta, o cara treme nas bases e, quando não é muito firme nas convicções, cai fora. Bom, tive que dar continuidade à crônica que escrevi semana passada (vai lá conferir), sobre os meus bordões e outros que tais. O Luppi Pinheiro foi radical: “Muito engraçado, você deveria era escrever coisas que a gente ouve ou passa contigo, isso sim! Se eu não te seguro, você tropeça em linha reta, do nada”. O Bruno Mazieri também ficou irado. “Faltou você dizer que liga para as pessoas a qualquer hora do dia, da noite ou da madrugada e vai falando, ou chorando, ou rindo, contando algo hilário que passou, viu ou ouviu. E sempre começa assim: Bruuuunnnnoooo, menino, tu nem sabes….”

(Foto: Internet)

Tenho outro hábito, que uma certa pessoa descobriu e que virou piada. O meu interlocutor, no auge de uma festa de carnaval, me deu uma ‘surra de conversa’ fazendo muitas perguntas e eu, entre um gole e outro, doida para entrar na animação, respondia ‘sim’, para tudo. Em um dado momento, ele gritou: “Já tinham me avisado que, depois de um certo tempo, você nem está prestando atenção. Eu lhe fiz uma pergunta e era para responder ’não!” Affe. Descobriram o meu segredo. Mas, sinceramente, festa não é lugar de tratar de negócios, falar de problemas, principalmente contar fofoca da vida dos outros. Juro. Não escuto, mesmo. Como dizia minha mãe, dona Leonor, entre por um ouvido, sai pelo outro!”

Algo, também, que sou mestra: conversar horas e horas com alguém que não faço a mínima ideia de quem seja. Gente, existe uma regra básica. Exemplo: Todas as vezes que vou falar com alguém, eu me apresento. Falo meu nome e sobrenome e digo sobre o meu trabalho. Esse intróito é necessário. Jamais chego com alguém e digo: “Está lembrando de mim? Lembra o meu nome?” É para acabar. Não vou responder: “Sei, sim!” A etiqueta é clara: se apresente, diga quem você é, de onde conhece a pessoa, quais os amigos que possuem em comum, qual lugar do mundo, de que século se conhecem… Aí, sim, pode iniciar o papo. Hoje em dia, não tenho ‘mais dedos’ em responder: “Não lembro, não sei, você pode me ajudar …” Certo?

(Foto: Internet)

Sou de intimidades. Mesa e banho e, em alguns casos, cama. Gosto de estar com as pessoas que amo e até mesmo as que conheço recentemente. Gosto também de estar com as que me divertem, que conversem. Não tenho o menor problema de ficar horas conversando, vendo filme, tomando um uísque. Não é à toa que mantenho, na minha casa, uma cama para hóspedes. Se ficar ocupada, sem problemas, pode dormir na minha cama mesmo, no sofá, no tapete. Gosto de acordar com a casa cheia, fazer um café cremoso e continuar a festa. Mas, há épocas que me apaixono. Gosto que me enrosco. Fico ali, reclusa, fazendo comidinhas, arrumando a casa, o jantar, trazendo flores e frutas, escrevo como nunca. Bem mulherzinha, dona-de-casa mesmo. Sem preconceitos e sem problemas porque… ora, porque eu gosto e de horinhas de felicidade. Pronto. E não esqueçam. Eu adoro cair.

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